Brasileiras no exterior

Há mudanças de país que também mudam a geografia interna.

Viver no exterior não é apenas habitar outro território. É reposicionar-se diante da língua, dos vínculos, do trabalho e daquilo que antes parecia familiar em si mesma.

Experiência migratória

Nem toda conquista impede o luto.

A migração pode realizar projetos importantes e, ainda assim, produzir solidão, estranhamento e ambivalência. A gratidão pela vida conquistada frequentemente convive com perdas que parecem difíceis de legitimar.

Há também o esforço de existir em outra língua, reconstruir redes de apoio, renegociar relações amorosas e familiares e sustentar uma identidade profissional em códigos culturais diferentes. Nada disso é mero detalhe de adaptação.

O que pode aparecer

Quando o deslocamento externo toca conflitos mais íntimos.

01

Pertencimento

Sentir-se estrangeira no novo país e, depois de algum tempo, também experimentar distância em relação ao Brasil.

02

Vínculos

Relações afetivas sob a pressão da dependência prática, da diferença cultural ou da ausência de uma rede própria.

03

Identidade

A distância entre a mulher que migrou, a que precisou se tornar e aquela que ainda deseja reconhecer.

Clínica em português

Falar na própria língua não é apenas facilitar a comunicação. É reencontrar as palavras com que o afeto foi inscrito.

A psicoterapia online permite preservar nuances culturais, expressões e memórias que nem sempre atravessam uma segunda língua com a mesma densidade.

Os encontros são realizados por videochamada, com horários organizados de acordo com o fuso e a disponibilidade clínica.

Primeiro contato

É possível construir pertencimento sem apagar a complexidade de ter partido.

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